DO
Dourados, Brasil

Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Dourados

O equipamento chega à obra em Dourados com o tubo de revestimento, o obturador pneumático e os reservatórios de água calibrados. A sonda de nível já vem configurada para registrar variações milimétricas. Montamos o sistema sobre o furo de sondagem previamente executado. O método Lefranc usa carga constante ou variável em solo. O Lugeon aplica pressão escalonada em maciço rochoso. Cada ensaio segue procedimento normatizado da ABNT NBR. A leitura é feita a cada minuto. A equipe técnica registra vazão, pressão e tempo em planilha digital no local. Em aquíferos mais produtivos, como os encontrados em zonas do Cerrado sul-mato-grossense, o controle da vazão exige atenção redobrada.
Antes de cravar o revestimento, verificamos a limpeza do furo. Partículas soltas falseiam o coeficiente de permeabilidade. Em Dourados, a alternância entre basalto e arenito da Formação Serra Geral define se aplicamos Lefranc ou Lugeon. Para complementar a investigação geotécnica em solos residuais, o ensaio CPT fornece a estratigrafia contínua sem desestruturar a amostra.

O Lugeon revela se a rocha fraturada de Dourados suporta a carga hidráulica de uma barragem ou se exige injeções de impermeabilização.

Metodologia aplicada em Dourados

Os solos de Dourados evoluem sobre o planalto basáltico, com intercalações de camadas porosas e fraturas preenchidas por argila. O clima tropical de altitude, com chuvas concentradas entre outubro e março, satura o horizonte superficial e eleva o lençol freático temporário. Esse contraste sazonal altera o gradiente hidráulico medido em campo. O ensaio Lefranc capta a permeabilidade do solo saturado ao redor da cavidade. O Lugeon quantifica a absorção da rocha sob até 10 bar de pressão. Executamos patamares de carga crescentes e depois decrescentes. O gráfico pressão versus vazão revela o regime de fluxo: laminar, turbulento ou dilatação de fraturas. A norma brasileira exige no mínimo cinco patamares para validar o ensaio. Nosso laboratório opera com transdutores de pressão de 0,1% de precisão. O obturador é posicionado a cada trecho de 3 a 5 metros. Em basalto vesicular de Dourados, a perda d'água costuma ser elevada nos primeiros metros.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Dourados
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Dourados
ParâmetroValor típico
Método para soloLefranc (carga constante / variável)
Método para rochaLugeon (pressão escalonada)
Precisão do transdutor0,1% do fundo de escala
Intervalo de leitura1 minuto
Pressão máxima Lugeon10 bar (1 MPa)
Patamares de carga (Lugeon)Mínimo 5 (carga e descarga)
Norma de referênciaABNT NBR 16210 e NBR 6484

Desafios técnicos típicos em Dourados

Acompanhamos uma obra de reservatório elevado no Jardim Água Boa onde o projetista desconsiderou a permeabilidade secundária do basalto. As fraturas verticais não apareciam na sondagem rotativa. O maciço absorvia água a 80 Lugeon nos primeiros 15 metros. A fundação prevista em sapata corrida precisou ser substituída por estacas encamisadas após nosso laudo. O custo da adaptação foi seis vezes maior que o do ensaio original. Em Dourados, a presença de intertrapss de arenito entre derrames basálticos cria caminhos preferenciais de percolação. Ignorar o ensaio de perda d'água sob pressão leva a subestimação do rebaixamento necessário ou à ruptura hidráulica durante a concretagem submersa. O Lefranc em solo coluvionar saturado também evita surpresas: já medimos coeficientes de 10⁻⁵ m/s onde a expectativa era de 10⁻⁷ m/s.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 16210:2020 — Solo — Ensaio de permeabilidade em furo de sondagem (Lefranc), ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 12463:1991 — Rocha — Determinação da permeabilidade em maciços rochosos (Ensaio Lugeon)

Nossos serviços

O laboratório executa o ensaio de permeabilidade in situ como parte da campanha de investigação geotécnica em Dourados. Combinamos os métodos hidráulicos com outros serviços de campo e laboratório.

Ensaio Lefranc em Solo

Medimos o coeficiente de permeabilidade (k) em furos de sondagem SPT ou rotativa. Aplicamos carga constante ou variável conforme a granulometria do material. Relatório com perfil de k por profundidade.

Ensaio Lugeon em Rocha

Ensaio sob pressão em maciço rochoso fraturado. Usamos obturador duplo para isolar trechos de 3 a 5 metros. Cinco patamares de pressão. Curva de absorção para classificação do regime de fluxo.

Sondagens Mistas para Permeabilidade

Executamos a sondagem e o ensaio de permeabilidade na mesma mobilização. Perfuração rotativa com recuperação de testemunho seguida de Lugeon ou SPT seguido de Lefranc.

Relatório Técnico de Permeabilidade

Documento com laudo de coeficiente de permeabilidade, unidade Lugeon, gráficos pressão x vazão, boletim de campo assinado pelo engenheiro responsável e ART.

Perguntas frequentes

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Dourados?

O investimento para ensaio de permeabilidade in situ em Dourados fica entre R$1.490 e R$2.740, dependendo da quantidade de trechos ensaiados, profundidade do furo e método (Lefranc ou Lugeon). O valor inclui mobilização da equipe, equipamento calibrado, execução do ensaio e relatório técnico com ART.

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc é executado em solo, dentro do furo de sondagem, medindo a vazão de água sob carga constante ou variável para obter o coeficiente de permeabilidade (k). O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado: aplica água sob pressão escalonada (até 10 bar) em um trecho isolado por obturador pneumático. O resultado é expresso em unidade Lugeon (litros por minuto por metro de furo a 10 bar).

Em que profundidade o ensaio Lugeon é executado?

O ensaio é executado em trechos de 3 a 5 metros ao longo do furo de sondagem rotativa. Posicionamos o obturador pneumático para isolar cada seção. Em Dourados, onde o basalto da Formação Serra Geral apresenta fraturamento variável, normalmente ensaiamos os primeiros 20 a 30 metros, repetindo o procedimento a cada avanço da perfuração.

Cobertura em Dourados